Tempori Parcendum

Tempori Parcendum

 

Tempori Parcendum- É preciso poupar o tempo. Coroa de Cristo em natura e em vidro borosilicato moldado, ampulheta e bandeja em aço com inscrição.

Obra apresentada na Exposição “Linhas de Forças: Superfícies em Transe, na Galeria Casa e Referência Galeria, Brasília 2019.

 

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Tarde Venientibus Ossa

Tarde Venientibus Ossa

 

Tarde Venientibus Ossa – Aos que chegam tarde à mesa, só lhes restam os ossos.

 Prato em aço com inscrição, ossos em vidro borosilicato moldado. Obra apresentada na Exposição “Linhas de Forças: Superfícies em Transe, na Referência Galeria, Brasília 2019.

 

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É no sofrimento que mais

recorremos a Fé

Esta que por vezes nos questiona

Outrora nos alivia

Mas é sempre dúbia

Pela incerteza do real e fantasioso

Do sólido e translúcido

 

 

Coroa de Cristo em natura e em vidro borosilicato moldado sobre almofada de veludo vermelha.

Obra apresentada na Exposição “Linhas de Forças: Superfícies em Transe, na Galeria Casa e Referência Galeria, Brasília 2019

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Mea Culpa

Mea Culpa

 

 

Mea Culpa

Minha culpa

Por ter nascido mulher

Por não ter nascido mulher

Por ter filhos

Por não o tê-los

Por ter somente um 

Por ter mais que dois

Por ter que trabalhar para sustentá-los e ter pouco tempo para criá-los

Por me dedicar totalmente a eles e não conseguir trabalhar

Por não conseguir me dedicar à mim 

Por me dedicar à mim

Por me dedicar totalmente à eles

Por ser mãe solteira

Por ser mãe casada em um relacionamento abusivo

Por ser viúva com filhos

Por ser viúva sem filhos

Por não querer casar

Por ser solteira

Por ser casada

Por amar uma mulher 

Por ser 

Eu.

                                 

                                 Taças em vidro moldado, bebês moldados em chumbo, bandeja com inscrição feita com sal e bateria.

 

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Bandeja

Bandeja

 

 

 

 

Hora da janta.

A refeição já esfria.

Sobre um ninho de ossos de galinha,

Repousa o milho

Que uma vez as alimentou.

Perco a fome.

Minhas gengivas não suportam

Meus dentes falsos,

Submersos em água.

Rumino minha saliva

Na tentativa de saciar a sede.

Devolvo a bandeja.

Processo de cera perdida à partir do milho real. O milho em cera é então coberto por gesso refratário e a cera depois retirada. O molde recebe os vidros em caco, que são moldados por 8 horas em temperatura de 860 graus.

Milho e dentadura em vidro moldado, ossos em vidro borosilicato moldado, copo e prato de vidro e bandeja de aço inox. Apresentado no II Salão Mestre D Armas, Planaltina, Goiás, 2019.

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Mapas

Mapas

 

 

 

 

 

    Mapas 

     Cidades Imaginárias

     Pós apocalípticas

    Construídas à partir de 

    Descartes, resíduos, lixo

    Restos de uma era

                 

       

    Vidro plano reciclado e moldado à partir de lixo descartado: plástico bolha, embalagens de vidro, alumínio, remédios, caixas, fios, etc.

 

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Frágil

FRÁGIL

 

 

 

 

 

O olhar se confunde em seu invólucro.

Entre plásticos e bolhas,

busca seu interior,

dança na transparência.

A dúvida então,

se projeta no desejo do toque,

No prazer do estouro.

Rígida surpresa,

Do vidro,

FRÁGIL .

 

 

 

 

 

 

 

 

Díptico em vidro moldado e decalque. Apresentado na Exposição 5, Feel Brazil,      Milão, 2019 e no II Salão Mestre DArmas, Planaltina, 2019.

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inFlorescências

inFlorescências

 

Sobre flores, vidros, sombras e arte contemporânea
Anotações em torno da obra recente de Patrícia Bagniewski

Flor simboliza muita coisa. Vidro é matéria transparente. Sombra é um
desdobrar da luz. Transformar a matéria em símbolo, talvez seja uma das
funções da arte. A obra recente de Patrícia Bagniewski aponta para essa
questão em aberto. A série é composta por flores de vidro e suas
projeções de sombra. Trata-se de uma instalação, a interação desses
elementos cria possibilidades de imersão para vivências de encantamento
e delicadeza.
As flores inventadas, esculturas transparentes de existências imaginárias,
banhadas por uma luz específica, se desdobram em sombras, universos
paralelos da anamorfose. O vidro de laboratório é manipulado a partir do
calor, num engenho alquímico, numa oficina pós-moderna onde é possível
dar forma ao que não tem. Manipulado em altas temperaturas, se funde,
se molda e se deixa colorir. A partir de uma matriz já dada, a beleza
natural, a matéria é transmutada. A arte articula a junção da vida
cotidiana com uma ordem imaginária extraordinária.
Símbolo de passividade, a flor representa, por um lado, desenvolvimento,
perfeição e consciência; por outro, aponta para a noção de alegoria,
efemeridade e transitoriedade. O vidro, ao nos deixar ver através, por sua
transparência, captura a visão. A vista descansa sobre o fluxo de um
atravessamento. O olhar atravessa o que se pode ver e encontra as
sombras deformadas em exercícios fluidos de uma dança cósmica. A
sombra faz parte da vida, revela uma parcela apartada, desdobrada, de
uma presença fugidia. O que é, é o que se pode ver. Assim, a arte
contemporânea se apresenta como um campo de proposições
significativas, onde a fruição cria uma noção de mundo.

Carlos Silva
Brasília, julho de 2019

 

       

 Flores em vidro borosilicato moldados em técnica lampworking. Apresentada na Feira MADE pela Galeria Arte Hall, Sāo Paulo, 2019.

 

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AR

AR

 

 

             

                                                         

                                                           Quando o ar

               

                        Preenche espaços

 

                                           Se tornam formas

           

                   E quando espremidas

                   

                                                       Soltam seu ar interno

 

                                Surgindo outra 

 

                                                                          A forma do ar.

 

 

 

                 

                           Instalação com 50 peças em vidro moldado e vidro soprado. Apresentado na Galeria Vivant Annexe,Tóquio, 2008.

 

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Fim de Festa

Fim de Festa

 

Fim de Festa

5:30 da manhã, meia luz

40 balōes em vidro soprado em

um ambiente domiciliar.

Álibis que se debruçam sobre 

móveis, mesas, chão, ar.

Retrato daquilo que nunca existiu.

Transparências que atravessam 

e retêm o olhar.

Ora distante, ora quase, ora agora.

 

                                 

                                     40 balões em vidro soprado sobre móveis em MDF. Exposto na Galeria Alfinete, Brasília, 2014.

 

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