“Renovação”

"Renovação"

 

A troca das folhas das árvores acontece

durante o outono e o inverno, como adaptação ao frio e à

diminuição da luz solar, reduzindo seu gasto de energia e

armazenamento de nutrientes.

Simbolizando a renovação, observamos essa transição pelo

movimento do cair das folhas em vidro, como um tempo

congelado, na instalação in site. Cada peça é única,

produzida pela técnica da moldagem de folhas reais

da árvore abacateiro.

Sua transparência faz o olhar dançar, dentro e através

das folhas, nos direcionando à Praça dos Três Poderes

ao fundo e à memórias recentes de tentativa de destruição

da democracia do nosso País.

Remete à lembrança que resiste e persiste, no tempo e

espaço, e à esperança do recomeço.

A artista explora os conceitos antagônicos do material

vidro, por ser a um só tempo, líquido e sólido,

frágil e resistente, perto e longe.

 

Instalação in site com 90 folhas em vidro

moldado de abacateiro penduradas por fios

de nylon e sobre espelhos.

 

Ano 2025

&copy Fuzja Studio - 2017
 

“Vigia III”

Vigia III

Vidro plano moldado e decalque vítreo, coroa de cristo em vidro borosilicato moldado e prolongador.

2024

&copy Fuzja Studio - 2017
 

“Epílogo”

Epílogo

Vidro plano moldado e decalque vítreo, microorganismo em vidro borosilicato soprado, fio de cobre, imã de neodímio e prolongador.

2024

&copy Fuzja Studio - 2017
 

“Vigia II”

Vigia II

Vidro plano moldado e decalque vítreo fundido, microorganismo em vidro borosilicato soprado, imã de neodímio e prolongador de vidro.

2024

&copy Fuzja Studio - 2017
 

“Me conta um segredo”

Me conta um segredo

 

Se pudesse se ver com os meus olhos…

Não teria dúvidas de que você é natureza andante,

que vive de ciclos e de recomeços,

e que queima, por vezes, como o Cerrado na seca

mas que logo se renova quando chegam as primeiras chuvas.

Se pudesse ver o que eu vejo…

A dança que faz teu sangue junto ao silêncio ritmado do teu coração

lembra um campo de Caliandras

que se deixam embalar por estrelas de um céu noturno

que guarda mistérios.

E posso afirmar que, mesmo daqui te vendo,

você ainda é um mistério,

porque dentro de ti corre um rio infinito de possibilidades,

e de dores,

e de sonhos,

e de amores

que te condensam neste reflexo espelhado que é o teu ser.

Me Conta Um Segredo?

 

Poema por Alessandra Lima

Por Daisy Barros e Patricia Bagniewski

 

 

Trata-se do encontro da artesania, estamparia, crochê e vidraria em uma obra visceral inspirada na Caliandra. A flor cerratense é a essência do bioma e reverenciamos o Mito do Calango Voador para criar nossa obra. 

A inspiração nos conduziu a compor nosso Espelho/ Luminária “Me conta um segredo”,  interligados por tramas de fios e neon vermelho sangue, texturas e transparências. Coração palpitante de onde a Caliandra insurge, coroando o reflexo do eu, o mistério da alma.

&copy Fuzja Studio - 2017
 

“Vigia”

                                                                                                            “Vigia”

                                                                Milho moldado em vidro, cúpula em vidro e base em mármore.

                                                                                           12 cm X 20 cm de diâmetro

                                                                                                              2024

&copy Fuzja Studio - 2017
 

“Concepção I e II”

Concepção I e II

                                                                                                            “Concepção I “

                                          Vidro Jateado e moldado, decalque vítreo, microorganismo em vidro borosilicato soprado e                                                                                                                      moldado,  imã de neodímio e prolongador em aço inox. 

                                                                                         30 cm diâmetro X 13 cm profundidade

                                                                                                                 2024                  

“                                                                                                          Concepção II  

                                                           Vidro Jateado e moldado, decalque vítreo e prolongador em aço inox. 

                                                                                        30 cm diâmetro X 14cm profundidade

                                                                                                                 2024  

&copy Fuzja Studio - 2017
 

O que está embaixo é como o que está em cima, o que em cima é como o que está embaixo

O que está embaixo é como o que está em cima,
o que está em cima é como o que está embaixo

Esta é uma exposição que resulta da investigação sobre possibilidades poéticas desta matéria misteriosa que é o vidro. Matéria que se esconde em sua quase invisibilidade …, mas é palpável. Feita da transformação da sílica (areia, lava vulcânica…) pelo calor e rápido resfriamento. Transparência, dureza, impermeabilidade e… fragilidade. Sua descoberta remonta a milhares de anos e emula a prática alquímica da transfiguração de materiais.

Patrícia Bagniewski escolheu o vidro como suporte e matéria de sua pesquisa artística. Buscou aprender a mágica da transformação (em Londres, no Japão ou na ilha do vidro, Murano, em Veneza, onde esteve várias vezes). Buscou sua história e sua simbologia. Buscou a ciência e suas surpreendentes constatações, como a da descoberta das diatomáceas, organismos meio orgânicos (algas unicelulares), meio inorgânicos (cristais), ou da estrutura microscópica da areia (material que está ligado à versão da descoberta  do vidro). Recorreu à psicologia analítica de Carl Gustav Jung e à história da alquimia, onde encontrou-se com o filósofo Hermes Trimegisto, cuja segunda lei hermética, a da correspondência, dá nome à mostra…

Do vidro, de sua transparência, Patrícia fez uma série de inusitados objetos banais que, em uma subversão, passaram a ocupar almofadas de veludo, joias improváveis. Fez também lindas paisagens. Fez experimentações. Entre os ‘objetos’ surgiu a coroa de Cristo em vidro transparente, reproduzindo parte do caule daquele arbusto comum, com pequenas flores vermelhas, utilizado como cerca viva. E com ele surge a incontornável referência à nossa  religiosidade pela via do cristianismo.

 O objeto comum, na abordagem da artista, desencadeia o pensamento sobre a simbologia escondida na nomeação popular… e daí surge o conjunto de obras que vemos agora.

A instalação Sublimação/Coagulação, onde a mão em vidro (que foi modelada na da própria artista) dirige-se à circularidade do metal e à translucidez da planta, representa ao mesmo tempo um objeto composto e uma ação. Os elementos se encontram dentro de uma redoma, apartados do mundo. Partindo de tal objeto, espalha-se a série de espelhos circulares que têm gravadas, em sua superfície, as sombras produzidas pelos pequenos caules espinhosos, todos colocados sobre a parede. Por reflexão, somos capturados para dentro da obra. À sua frente, suspensas, estão algumas peças em vidro da coroa de cristo que se repetem refletidas nos espelhos e projetam sua sombra sobre o conjunto. A repetição da peça-símbolo funciona como uma pontuação da narrativa da obra. Estabelece um ritmo para a sua leitura.

 Os espelhos também recebem a versão da Sopa Primordial (em torno da criação pelo viés da ciência), concebidas por Patrícia, associados aqui, por proximidade e espelhamento, ao símbolo cristão (paradoxalmente).

As 30 Petris expostas têm, como base, as placas homônimas, tão comuns no laboratório como bases transparentes que recebem a matéria a ser revelada pelo microscópio. Composições de vidro e metal unidas por imãs (mini assemblagens de possíveis mecanismos delirantes) elas têm uma organização, na parede, que de certa forma cria uma sentença (ecoando talvez os aforismos de Trimegisto).

Os três ATOS, que se tornam quatro, a partir da performance da artista, na abertura  da mostra, (e que permanece instaurado, ao longo da exposição), são a sua mais nova pesquisa. As obras são compostas por intricada associação de placas de petri + placas e fios de latão + formas irregulares de vidro, com estrutura semelhante à dos espinhos, ambos criados a partir de cilindros/pipetas aquecidos e lindamente deformados. Isso tudo sustentado é  por  ímãs e fios, instáveis, potencialmente mutáveis, moventes porque soltos no espaço e completados pelos desenhos de sombras que projetam na parede… fantasmagóricos.

Ao lado do espaço destinado à performance, tem-se um vazio só preenchido pela projeção de um vídeo de conformação circular (como não a associar à experiencia da pesquisa microscópica super amplificada?).  Nesse vazio e na penumbra,  é quase uma lua. Mas uma lua como aquela de Bertold Brecht que comparece na absorção catártica da cena como uma instância de realidade… Lá onde nós estamos.

Três gravuras completam a mostra. Três representações bidimensionais da sombra dos ATOS.

Afinal não é a luz e a sombra o que constitui esta mostra?

Marilia Panitz, curadora

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Mão dos Mistérios

"Mão dos Mistérios"

 

“A mão dos mistérios”

O símbolo alquímico da apoteose, a transformação do ser no deus.

A alquimia é uma prática de caráter místico que floresceu durante a Idade Média reunindo ciência, arte e magia.

Um de seus principais objetivos foi obter o elixir da vida, a fim de garantir a imortalidade e cura das doenças do corpo.

O espelho representa a prata, o ser, o self refletido. Associa-se o ouro ao sol,  a perfeição espiritual, física e mental.
A coroa de cristo envolve e protege a crença que é regida pela (r)evolução lunar.

 

Técnica: Espelho jateado pela técnica de stencil, mão da artista em vidro moldado, olho em vidro borosilicato moldado em maçarico.

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Batimento

Batimento

 

 

“Batimento” refere-se ao corpo como experimento,

transmutado,

representado pelo recipiente laboratorial,

exaltando o coração translúcido que pulsa.

Suas veias e artérias, os fios em cobre, formam dois nós,

um em seu centro e ao fim do seu prolongamento para o braço,

que oferece a flor em ato de esperança. 

A cabeça/olho observa e filtra 

Entra e sai no ato do tampar e destampar da consciência.

 

 

 

 

Vidro laboratorial moldado e jateado,

lampwork e fio de cobre. 2022.

&copy Fuzja Studio - 2017