Coroa de Cristo

Coroa de Cristo

                                                                        “Coroa de Cristo”, serigafia em papel japonês, 2023.

&copy Fuzja Studio - 2017
 

O que está embaixo é como o que está em cima, o que em cima é como o que está embaixo

O que está embaixo é como o que está em cima,
o que está em cima é como o que está embaixo

Esta é uma exposição que resulta da investigação sobre possibilidades poéticas desta matéria misteriosa que é o vidro. Matéria que se esconde em sua quase invisibilidade …, mas é palpável. Feita da transformação da sílica (areia, lava vulcânica…) pelo calor e rápido resfriamento. Transparência, dureza, impermeabilidade e… fragilidade. Sua descoberta remonta a milhares de anos e emula a prática alquímica da transfiguração de materiais.

Patrícia Bagniewski escolheu o vidro como suporte e matéria de sua pesquisa artística. Buscou aprender a mágica da transformação (em Londres, no Japão ou na ilha do vidro, Murano, em Veneza, onde esteve várias vezes). Buscou sua história e sua simbologia. Buscou a ciência e suas surpreendentes constatações, como a da descoberta das diatomáceas, organismos meio orgânicos (algas unicelulares), meio inorgânicos (cristais), ou da estrutura microscópica da areia (material que está ligado à versão da descoberta  do vidro). Recorreu à psicologia analítica de Carl Gustav Jung e à história da alquimia, onde encontrou-se com o filósofo Hermes Trimegisto, cuja segunda lei hermética, a da correspondência, dá nome à mostra…

Do vidro, de sua transparência, Patrícia fez uma série de inusitados objetos banais que, em uma subversão, passaram a ocupar almofadas de veludo, joias improváveis. Fez também lindas paisagens. Fez experimentações. Entre os ‘objetos’ surgiu a coroa de Cristo em vidro transparente, reproduzindo parte do caule daquele arbusto comum, com pequenas flores vermelhas, utilizado como cerca viva. E com ele surge a incontornável referência à nossa  religiosidade pela via do cristianismo.

 O objeto comum, na abordagem da artista, desencadeia o pensamento sobre a simbologia escondida na nomeação popular… e daí surge o conjunto de obras que vemos agora.

A instalação Sublimação/Coagulação, onde a mão em vidro (que foi modelada na da própria artista) dirige-se à circularidade do metal e à translucidez da planta, representa ao mesmo tempo um objeto composto e uma ação. Os elementos se encontram dentro de uma redoma, apartados do mundo. Partindo de tal objeto, espalha-se a série de espelhos circulares que têm gravadas, em sua superfície, as sombras produzidas pelos pequenos caules espinhosos, todos colocados sobre a parede. Por reflexão, somos capturados para dentro da obra. À sua frente, suspensas, estão algumas peças em vidro da coroa de cristo que se repetem refletidas nos espelhos e projetam sua sombra sobre o conjunto. A repetição da peça-símbolo funciona como uma pontuação da narrativa da obra. Estabelece um ritmo para a sua leitura.

 Os espelhos também recebem a versão da Sopa Primordial (em torno da criação pelo viés da ciência), concebidas por Patrícia, associados aqui, por proximidade e espelhamento, ao símbolo cristão (paradoxalmente).

As 30 Petris expostas têm, como base, as placas homônimas, tão comuns no laboratório como bases transparentes que recebem a matéria a ser revelada pelo microscópio. Composições de vidro e metal unidas por imãs (mini assemblagens de possíveis mecanismos delirantes) elas têm uma organização, na parede, que de certa forma cria uma sentença (ecoando talvez os aforismos de Trimegisto).

Os três ATOS, que se tornam quatro, a partir da performance da artista, na abertura  da mostra, (e que permanece instaurado, ao longo da exposição), são a sua mais nova pesquisa. As obras são compostas por intricada associação de placas de petri + placas e fios de latão + formas irregulares de vidro, com estrutura semelhante à dos espinhos, ambos criados a partir de cilindros/pipetas aquecidos e lindamente deformados. Isso tudo sustentado é  por  ímãs e fios, instáveis, potencialmente mutáveis, moventes porque soltos no espaço e completados pelos desenhos de sombras que projetam na parede… fantasmagóricos.

Ao lado do espaço destinado à performance, tem-se um vazio só preenchido pela projeção de um vídeo de conformação circular (como não a associar à experiencia da pesquisa microscópica super amplificada?).  Nesse vazio e na penumbra,  é quase uma lua. Mas uma lua como aquela de Bertold Brecht que comparece na absorção catártica da cena como uma instância de realidade… Lá onde nós estamos.

Três gravuras completam a mostra. Três representações bidimensionais da sombra dos ATOS.

Afinal não é a luz e a sombra o que constitui esta mostra?

Marilia Panitz, curadora

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Mão dos Mistérios

"Mão dos Mistérios"

 

“A mão dos mistérios”

O símbolo alquímico da apoteose, a transformação do ser no deus.

A alquimia é uma prática de caráter místico que floresceu durante a Idade Média reunindo ciência, arte e magia.

Um de seus principais objetivos foi obter o elixir da vida, a fim de garantir a imortalidade e cura das doenças do corpo.

O espelho representa a prata, o ser, o self refletido. Associa-se o ouro ao sol,  a perfeição espiritual, física e mental.
A coroa de cristo envolve e protege a crença que é regida pela (r)evolução lunar.

 

Técnica: Espelho jateado pela técnica de stencil, mão da artista em vidro moldado, olho em vidro borosilicato moldado em maçarico.

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Batimento

Batimento

 

 

“Batimento” refere-se ao corpo como experimento,

transmutado,

representado pelo recipiente laboratorial,

exaltando o coração translúcido que pulsa.

Suas veias e artérias, os fios em cobre, formam dois nós,

um em seu centro e ao fim do seu prolongamento para o braço,

que oferece a flor em ato de esperança. 

A cabeça/olho observa e filtra 

Entra e sai no ato do tampar e destampar da consciência.

 

 

 

 

Vidro laboratorial moldado e jateado,

lampwork e fio de cobre. 2022.

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Gargalos II

Gargalos II

 

Gargalos II foi desenhado em parceria com o designer                              Brunno Jahara e produzido por Vicara Design, Portugal.

O design é um desdobramento de Gargalos , que surgiu                            à partir da remontagem de partes da garrafa,                                    partindo do gargalo, mesclando as formas e cores.

Nessa versão, as peças são sopradas                                                      diretamente em moldes de madeira.

 

Disponível para compra no site

https://vicara.pt/products/gargalos

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Petri II

Petri ll

                        Petri é uma placa em vidro utilizada em laboratórios para cultura e identificação de microorganismos.

                                   Ampliada, aqui conseguimos identificar bactérias, vírus, parasitas e fungos imaginários,

                                                                  micróbios que surgiram à partir da sopa primordial.

                            A sopa primordial refere-se à teoria dessa mistura de compostos orgânicos e microorganismos,   

                      que junto à ação de relâmpagos e uma mistura gasosa de metano, hidrogênio e amônia,                               

                                                                       podem ter dado à origem da vida na terra.
 

                                  O reflexo do espectador no espelho, mistura-se à própria obra, nos fazendo refletir sobre                             

                  nossa própria origem. De alguma forma, carregamos esse momento de criação em nosso DNA e subconsciente.

                                                                                     

                                                                                           Díptico objeto parede

                                    Vidro borosilicato moldado e soprado sobre espelho, decalque e vidro de relógio jateado.

                                                                                                    Ano 2022

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Pêndulo

Pêndulo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Remete ao cotidiano vivido em
 
tempos de Covid-19,
 
com ramificações de fatos versus imaginário,
 
consciente e inconsciente,
 
em modo estático pendular
 
pela lágrima.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vidro borosilicato modelado e soprado em maçarico
&copy Fuzja Studio - 2017
 

Sopa Primordial III

Sopa Primordial III

                                                “Sopa Primordial III” refere-se à teoria em que uma mistura de compostos orgânicos

                                                   e microorganismos, podem ter dado à origem da vida na terra. De alguma forma,

                                                   carregamos esse momento de criação em nosso DNA e subconsciente.

                                                   A obra interage com o espectador através de suas múltiplas sombras produzidas

                                                   pelo movimento da luz projetada e através de sua lentes que ampliam as formas.

 

                                                        Vidro borosilicato moldado e soprado, decalque vítreo, cobre e moldura.

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Sopa Primordial II

Sopa Primordial II

                                                “Sopa Primordial II” refere-se à teoria em que uma mistura de compostos orgânicos

                                                   e microorganismos, podem ter dado à origem da vida na terra. De alguma forma,

                                                   carregamos esse momento de criação em nosso DNA e subconsciente.

                                                   A obra interage com o espectador através de suas múltiplas sombras produzidas

                                                   pelo movimento da luz projetada e através de sua lentes que ampliam as formas.

 

                                                        Vidro borosilicato moldado e soprado, decalque vítreo, cobre e moldura.

&copy Fuzja Studio - 2017
 

Sopa Primordial I

Sopa Primordial I

                                                  “Sopa Primordial I” refere-se à teoria em que uma mistura de compostos orgânicos

                                                   e microorganismos, podem ter dado à origem da vida na terra. De alguma forma,

                                                   carregamos esse momento de criação em nosso DNA e subconsciente.

                                                   A obra interage com o espectador através de suas múltiplas sombras produzidas

                                                   pelo movimento da luz projetada e através de sua lentes que ampliam as formas.

 

                                                        Vidro borosilicato moldado e soprado, decalque vítreo, cobre e moldura.

&copy Fuzja Studio - 2017